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01/09/2010, Sonia Maria Garcia Silva postou:
E aí pessoal, como fica o nosso décimo terceiro? O que setá sendo feito, será que mais uma vez vai p...


24/08/2010, Ivonete de Souza postou:
Onde está nosso décimo terceiro? Socorro!...


11/08/2010, maria souza postou:
Cade o nosso decimo isso já virou uma palhaçada...


06/08/2010, Maria Aparecida postou:
Nosso aumento de salario foi de 5.69 e do prefeito e vereadores de quanto foi, alguem sabe dizer?...


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Como nos fazem de trouxas!!! Poderiam ter pelo menos a descência de nos prevenir para nos programarm...


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Boa tarde!Gostaria de saber se há novidades no caso do calote com dinheiro dos servidores, pois sou ...


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estou entristecida que novamente, precisamos que a justiça interfira em um processo legitimo de suce...


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Publicado terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Saiu na Imprensa : GMs denunciam falta de estrutura
Grupo aponta problemas com coletes à prova de bala, rádios de comunicação, munições e armas


A primeira morte em serviço de um guarda municipal de Campinas, desde que a corporação foi criada, há 12 anos, causou uma crise interna. Luciano Alessandro de Godoi, de 33 anos, foi baleado e morto com a própria arma pelo morador de rua Edner Roberto dos Santos Prudente, foragido da polícia desde o último dia 5. O crime ocorreu anteontem, durante uma abordagem de rotina na região central, justamente a área considerada prioridade para o programa de combate à criminalidade Tolerância Zero. Ontem, um grupo de GMs, que preferem não se identificar, procurou pela reportagem da Agência Anhanguera de Notícias para denunciar as más condições de trabalho e a falta de estrutura nas bases operacionais, que, segundo eles, contribuíram para a morte do colega.

De acordo com os guardas, faltam coletes à prova de balas nos tamanhos corretos, os rádios para a comunicação falham constantemente, apesar de serem novos, as munições estão com prazo de validade vencido e parte dos equipamentos é obsoleta. Eles contam que algumas armas, de tão velhas, estão com a numeração gasta. Os GMs acusaram a Secretaria de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública de prejudicar a corporação ao estabelecer normas e determinações que não condizem com a rotina da profissão.

Os guardas citaram como exemplo a ordem, que teria partido do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT), para que viaturas permaneçam em pontos fixos na região central, o que aumenta o número de ocorrências em bairros distantes, que ficam sem policiamento ostensivo, além de sobrecarregar viaturas que não ficam paradas. “Hoje, a maioria tem um ponto fixo e não pode prestar apoio ou mesmo socorro a outro colega, mesmo se o fato estiver ocorrendo em um lugar próximo. Isso é um absurdo”, disse um deles.

Para o grupo, a morte de Godoi é consequência de uma série de falhas. Os GMs afirmaram que o guarda assassinado usava um colete pequeno demais, de tamanho incorreto. Disseram que a viatura na qual ele estava é da área do São Vicente e, caso não houvesse a determinação de pontos fixos, não estaria no local do crime. O GM morto ainda teria solicitado à base informações sobre o morador de rua, mas não obteve retorno. “Se o Prodesp (Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo) estivesse acessível, ele saberia que estava lidando com um fugitivo da polícia e teria procedido de modo diferente”, disse um guarda .

Os guardas disseram que a anunciada parceria da Polícia Militar (PM) com a Guarda Municipal, firmada em novembro, para acesso ao banco de dados do Prodesp, nunca saiu do papel.

Ainda de acordo com os GMs, ocorreu uma falha no rádio de comunicação e os colegas do guarda tiveram dificuldades para pedir socorro, o que atrasou o resgate do funcionário baleado. Os rádios, contaram eles, foram trocados recentemente e anunciados pela Prefeitura como os mais modernos no País. “Se a gente for analisar, é até sorte ter sido o primeiro guarda a morrer em serviço. Todos os dias, passamos por situação assim. É complicado”, criticou um deles.

Os GMs denunciaram gastos indevidos. Disseram que 17 motos foram alugadas para patrulhamento, mas estão há dois meses no pátio da GM, sem uso. A reportagem esteve no local e teve acesso à frota. “Em vez de comprar equipamentos, eles investem em coisas que não precisamos. Temos até viaturas circulando com documento vencido. Outro dia, enquanto atendia a uma ocorrência, o carro acabou indo para o pátio por causa do documento vencido”, disse um agente.

Os GMs alegaram que não há plano de carreira e disseram que são necessários cursos constantes de capacitação técnica, inclusive para o uso de armas não letais, como bombas de gás e tiros de borracha, o que não ocorre hoje. “Se acontecer uma grande confusão, a gente fica ser ter o que fazer, porque não podemos atirar nas pessoas. No sábado, houve briga entre torcidas na Irmã Serafina. Tínhamos viaturas da Guarda lá, mas a confusão só acabou quando um policial militar chegou com bombas de gás. Muita gente não sabe, mas é a Guarda que faz segurança nos jogos do campeonato de futebol amador. Agora, o que vamos fazer se acontecer uma confusão? Sem esses recursos e esse conhecimento é muito complicado.”

Prefeitura

A Secretaria de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública, através de sua assessoria de imprensa, negou as acusações. Informou que os coletes têm tamanho correto e que armas foram adquiridas recentemente. O órgão garantiu não ter reclamações do novo sistema de comunicação e divulgou que a parceria com o Prodesp será colocada em prática em breve porque no ano passado a Câmara de Vereadores aprovou o uso comum do banco de dados.

A secretaria descartou o uso de armas não letais, porque considera responsabilidade da Polícia Militar a segurança em locais de grande concentração, como os campos de futebol. Garantiu que os guardas passam por cursos de capacitação e aprimoramento anualmente.

A secretaria alegou que, a pedido do prefeito, as viaturas adotam pontos fixos como medida para garantir a segurança em locais de maior circulação de pessoas, mas que os guardas podem circular pela área, se necessário. Sobre as motocicletas, informou que condutores estão sendo capacitados para que possam pilotá-las.

Funcionários passam por treinamento, afirma diretor

O diretor da Guarda Municipal de Campinas Ruyrillo de Guimarães, coronel João Watanabe, definiu a morte de Luciano Alessandro Godoi como um “triste acidente de percurso, uma fatalidade”. Watanabe afirmou que a morte não foi provocada por falta de preparo e de aprendizagem, pois os guardas municipais passam, desde 2005, por um processo rígido de seleção e são treinados durante cinco meses na academia antes de iniciar as funções.

Os 624 guardas municipais da corporação passaram, segundo o diretor, por testes físicos e de conhecimento, depois partiram para os exames psicológico e psicotécnico. “Durante todo o período de seleção e de treinamento na academia, há uma avaliação do comportamento dos futuros guardas e ocorre também uma avaliação dos antecedentes sociais, que podem mostrar a personalidade e o caráter do novo profissional”, disse.

Os cursos têm treinamento para uso de armas e de equipamentos de segurança, sobre disciplina, legislação, técnicas operacionais, de defesa pessoal, contenção, imobilização e condução, segundo o diretor. O curso inclui ainda formas de atuação frente a grupos vulneráveis e táticas policiais. “Além disso, durante o ano, os guardas municipais passam por novos cursos de aperfeiçoamento e por treinamentos para requalificação profissional na mesma academia, que segue o padrão da Secretaria Nacional de Segurança Pública”, disse Watanabe.

O diretor disse que as aulas práticas e teóricas seguem conteúdo e carga horária exigidos pelo Governo Federal. “A academia realiza, através de convênios, cursos de formação para guardas municipais de outros municípios, como Indaiatuba, Cosmópolis, Hortolândia e Bragança Paulista”, afirmou. (GR/AAN)

OS NÚMEROS

640
GUARDAS MUNICIPAIS

Trabalham em Campinas

84
VIATURAS

Estão disponíveis para patrulhamento da GM

Clima de revolta marca o enterro do agente morto

Inconformado, pai da vítima defende ações mais drásticas contra criminosos

Um clima de revolta marcou ontem o enterro do guarda municipal de Campinas Luciano Alessandro Godoi, no Cemitério Park de Hortolândia. Amigos, colegas e parentes estavam abalados com o assassinato. Revoltados, não permitiram que a reportagem tivesse acesso ao velório. Acalmaram-se com a chegada do secretário municipal de Segurança Pública, Almirante Pedro Álvares Cabral, e de representantes da Guarda Municipal (GM).

Inconformado, o pai do guarda, Romeu Ferreira de Godoi, disse que são necessárias ações mais drásticas contra os criminosos para evitar que os crimes e a violência continuem crescendo nas grandes cidades. “Perder um filho é perder parte da vida. Os governantes e autoridades devem rever o mais rápido possível essa autorização de saídas temporárias de presos, que deixa livre pelas ruas assassinos que roubam e tiram a vida de pessoas decentes e honestas”, disse. O guarda municipal assassinado era casado e tinha três filhos, de 12, 6 e 3 anos.

Godoi, aos 33 anos, morreu no Hospital Mário Gatti, após ter sido atingido na barriga com a própria arma, na Avenida Barão de Itapura, no Botafogo, próximo à antiga rodoviária. O crime aconteceu no sábado, por volta das 22h. O guarda municipal levou três tiros do presidiário fugitivo Edner Roberto dos Santos Prudente. Godoi abordou o morador de rua, o algemou e solicitou informações sobre ele à base da Guarda.

O criminoso reclamou que a algema estava machucando seu pulso e Godoi retirou uma delas, sem saber que o rapaz era fugitivo da polícia. Prudente conseguiu pegar a arma do guarda, um revólver calibre 38, fez vários disparos e fugiu.

Outro guarda municipal, Renato Aparecido dos Santos, de 38 anos, que também estava dentro do carro e levou um tiro no cotovelo, continuava internado ontem, em estado de choque e em recuperação dos ferimentos. No final da tarde, ele foi transferido do Hospital Mário Gatti para o Hospital Samaritano. (Gilson Rei/AAN)



Fonte: Agência Anhanguera

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