Conquista garantida em 1932 transformou a política brasileira

A conquista foi resultado da mobilização de mulheres que enfrentaram resistência política e social para garantir participação plena na vida pública.
Atualmente, as mulheres representam mais da metade do eleitorado brasileiro e têm papel decisivo na definição dos rumos políticos do país, mas são pouco representadas nos espaços de poder. É preciso avançar para garantir a ampliação dessa participação no Executivo e Legislativo.
Voto feminino
O direito foi incorporado ao Código Eleitoral Provisório de 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, dois anos após a Revolução de 1930. A nova legislação estabeleceu que o eleitor seria o cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo, rompendo formalmente com a exclusão feminina do processo eleitoral. Em 1933, na eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, as mulheres brasileiras puderam participar pela primeira vez.
No cenário internacional, o Brasil reconheceu o voto feminino quase 40 anos depois da Nova Zelândia, primeiro país a garantir esse direito às mulheres, em 1893. Ainda assim, a conquista brasileira ocorreu antes de países como a França, onde o sufrágio feminino só foi instituído em 1944, e a Suíça, que reconheceu o direito apenas em 1971.
Celebrar os 94 anos do voto feminino é lutar pela democracia e pela igualdade, além da participação e representatividade. Cada direito conquistado é fruto de organização, resistência e luta coletiva.