Iniciativa articula poder público e sociedade para prevenir a violência e salvar vidas

O pacto reconhece que a violência contra as mulheres é uma crise estrutural, que não pode ser enfrentada por ações isoladas. A proposta é unir esforços para garantir respostas mais rápidas, eficazes e coordenadas desde a denúncia até a proteção efetiva da vítima.
O STMC integra essa luta e defende a ampliação de políticas públicas de proteção. “Não podemos admitir essa violência. Sabemos que isso é estrutural e que ações isoladas não resolvem o problema. O sindicato tem um papel fundamental que é levar esse tema para as assembleias e também aos postos de trabalho para ampliar a conscientização e proteção”, disse a Diretora de Comunicação do sindicato, Rosana Medina.
Entre os principais objetivos do pacto estão a aceleração do cumprimento de medidas protetivas, o fortalecimento das redes de enfrentamento à violência em todo o território nacional, a ampliação de ações educativas e a responsabilização dos agressores para o combate à impunidade.
A iniciativa inclui ainda a plataforma TodosPorTodas.br, que reúne informações sobre o pacto, divulga ações em andamento, facilita o acesso aos canais de denúncia e políticas públicas de proteção.
Além disso, o pacto inclui um Comitê Interinstitucional de Gestão, coordenado pela Presidência da República, que reunirá representantes dos Três Poderes, com participação permanente de Ministérios Públicos e Defensorias Públicas.
Números alarmantes
Dados do sistema judiciário mostram que, em 2025, a Justiça brasileira julgou em média 42 casos de feminicídio por dia, totalizando 15.453 julgamentos, um aumento de 17% em relação ao ano anterior.
No mesmo período, foram concedidas 621.202 medidas protetivas e o Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, registrou média de 425 denúncias diárias ao longo do ano.
STMC em defesa da vida de meninas e mulheres!